sexta-feira, 30 de março de 2012
O processo de percepção, de compreensão lingüística, de interpretação pragmática e o dicionário mental no contexto da lingüística;
O interesse da Psicolinguística é a linguagem falada e a linguagem escrita. No entanto, a linguagem escrita foi mais estudada graças a metodologia que facilita a análise do material escrito. Para os psicolinguistas, uma boa parte das análises do material escrito pode ser aplicada ao material falado.
Para a COMPREENSÃO da linguagem oral – é necessário um processamento sincronizado entre a fala e a produção da linguagem. Quando não conhecemos o assunto que é tratado pode ocorrer uma dificuldade na compreensão.
Para a compreensão do texto escrito as dificuldades são menores, uma vez que pode ser acessado sempre que necessário.
LINGUAGEM ORAL – natureza acústica – não existe separação das palavras e das unidades fonológicas – traços prosódicos (emoções do falante) – acompanha o contexto linguistico – existe interação direta entre os sujeitos
LINGUAGEM ESCRITA – natureza visual – palavras aparecem separadas de maneira explicita – as letras podem ser visíveis facilmente – não há traços prosódicos (é necessário criatividade e conhecimento de mundo) – exige uma descrição do contexto extralinguístico –
Hipóteses para a descrição dos processamentos linguísticos:
1. MODULAR – mente humana se divide em vários componentes que funcionam de forma autônoma e em sequencia:
Sintático – processar a gramática
Semântico – analisar significados
Lexical – léxico
2. CONEXIONISTA – o processamento da fala ocorre como uma estrutura em rede, onde vários nós interagem entre si e realizam as conexões.
3. HIBRIDOS – associação entre o modelo modular e o conexionista.
PRODUÇÃO DA FALA – intenção + seleção + ordenação da informação + conexão com o que já foi dito = segundo Levelt esse processo recebe o nome de CONCEPTUALIZAÇÃO e o sistema que gera tal processo recebe o nome de CONCEPTUALIZADOR.
PERCEPÇÃO – processo de categorização de elementos isolados até valores, crenças e normas sociais.
COMPREENSÃO LINGUISTICA – processo que consiste na interpretação de um ou mais enunciados verbais ou lidos. Quando ouvimos um enunciado a mente realiza uma série de procedimentos:
1º. Decodifica fonologicamente o que foi percebido pela audição para que se possa obter acesso ao dicionário mental e reconhecimento das palavras;
SIMULTANEAMENTE: processamos a análise sintática que completa a semântica;
2º. Realiza a INTERPRETAÇÃO PRAGMÁTICA – que torna possível a compreensão da mensagem e de sua intencionalidade
Todas esses procedimentos ocorrem em um contexto social e psicologico, envolvendo o conhecimento de mundo, os valores e as crenças.
O dicionário mental contém informações sobre a pronuncia e a escrita das palavras, sua classe sintática e sobre seu sentido (mas o sentido só se completa no contexto).
JOHN MORTON (1979) – modelo de acesso direto – LOGOGÉN (toda informação perceptual (visual e auditiva) é armazenada diretamente nos compartimentos chamos de LOGOGÉNS (modelo frágil pois não se considera que para compreendermos sentenças precisamos tomar decisões durante a análise da estrutura constituinte).
Existe um processo cognitivo chamado de PARSING (p.87)
Importante: “as funções que uma sentença desempenha em uma conversa, em um discurso não são totalmente determinadas pela sua estrutura. O que um determinado enunciado “comunica” depende não só da decodificação da estrutura linguística da sentença, mas também do contexto no qual o enunciado é apresentado e das pressuposições feitas pelo falante e pelo ouvinte.” (p.89)
Perspectivas Teóricas da Psicolínguistica
Perspectivas Teóricas ( décadas de 50 e 60):
TEORIA ACÚSTICA – defendia a percepção da fala passo a passo SONS-SILABAS, SILABAS – PALAVRAS – após a percepção sequencial dos segmentos era possível a reescrita da sequencia;
TEORIA MOTORA – o individuo era ativo: reconhecimento do som a partir do sistema funcional auditivo/articulatório; parâmetros tipológicos da cadeia de fala percebida.
TEORIA DA ANÁLISE POR MEIO DA SÍNTESE – existência de blocos que permitiram a interação entre as regras de produção da fala e as regras da comparação dos resultados obtidos com os sinais percebidos.
Perspectivas Teóricas Contemporâneas:teorias ativas – reconhecem a ação dos fatores cognitivos e do contexto sobre a percepção sensorial do sujeito.
TEORIA DO REFINAMENTO FONÉTICO – o ouvinte inicia com uma analise passiva do sinal acústico, mas imediatamente se torna ativo, identificando e selecionando as palavras mais coerentes ao sinal acústico recebido e ao contexto.
MODELO INTERATIVO – percepção da fala ocorre em três níveis:
Nível de traço acústico
Nível de fonemas
Nível de palavras
TEORIA ACÚSTICA – defendia a percepção da fala passo a passo SONS-SILABAS, SILABAS – PALAVRAS – após a percepção sequencial dos segmentos era possível a reescrita da sequencia;
TEORIA MOTORA – o individuo era ativo: reconhecimento do som a partir do sistema funcional auditivo/articulatório; parâmetros tipológicos da cadeia de fala percebida.
TEORIA DA ANÁLISE POR MEIO DA SÍNTESE – existência de blocos que permitiram a interação entre as regras de produção da fala e as regras da comparação dos resultados obtidos com os sinais percebidos.
Perspectivas Teóricas Contemporâneas:teorias ativas – reconhecem a ação dos fatores cognitivos e do contexto sobre a percepção sensorial do sujeito.
TEORIA DO REFINAMENTO FONÉTICO – o ouvinte inicia com uma analise passiva do sinal acústico, mas imediatamente se torna ativo, identificando e selecionando as palavras mais coerentes ao sinal acústico recebido e ao contexto.
MODELO INTERATIVO – percepção da fala ocorre em três níveis:
Nível de traço acústico
Nível de fonemas
Nível de palavras
O conceito de bilinguismo e as suas contribuições para o desenvolvimento cognitivo
Assim como não existem indivíduos totalmente monolíngues, o bilinguismo absoluto é uma abstração teórica que apresenta um sério problema que é atribuir ao falante bilíngue a “perfeição” no domínio de dois idiomas.
O bilinguismo é uma competência linguística que pode ocorrer em diferentes graus que são determinados de acordo com o componente linguístico que é examinado. Esse BILINGUISMO EQUILIBRADO que é observado quando os falantes apresentam níveis aproximados de competência nas duas línguas sem que se equipare ao domínio linguístico de um nativo, é mais reconhecido do que o conceito de BILINGUISMO DOMINANTE, quando o falante apresenta um domínio superir no nível de conhecimento de uma língua sobre a outra.
Para os estudos da psicolinguista, um dos fatores que se destaca na análise da aquisição de duas ou mais línguas é a IDADE em que o sujeito falante adquire a segunda língua:
- BILINGUISMO PRECOCE: ocorre quando uma pessoa se torna bilíngue durante a infância, o que lhe garantiria maior grau de competência no domínio e conhecimento da língua;
- BILINGUISMO TARDIO: ocorre quando uma pessoa adquire uma segunda língua na idade adulta.
Quanto a ordem em que ocorre a aquisição das línguas, o bilinguismo se distingue em:
- BILINGUISMO SIMULTÂNEO – quando suas línguas são adquiridas ao mesmo tempo durante a primeira infância;
- BILINGUISMO SUCESSIVO – quando uma língua é adquirida na infância e a outra em um período posterior.
Do ponto de vista sociocultural, um grupo de fatores relevantes para a ocorrência do bilinguismo é:
- status social ou prestigio das línguas em questão;
- a identidade cultural do individuo bilíngue;
- atitude do individuo bilíngue com relação às línguas adquiridas
Embora as metodologias utilizadas pela Psicolinguística para investigar o bilinguismo ainda não tenham conseguido avaliar um grande universo de crianças que tenha iniciado a aprendizagem bilíngue com a mesma idade e com as mesmas condições, estudos recentes sugerem que os bilíngues se tornam mais aptos a estabelecer relações e compreender conceitos abstratos, respaldando a ideia de que a aquisição e o uso de duas ou mais línguas contribui para o desenvolvimento das atividades intelectuais.
Algumas contribuições do bilinguismo em crianças de 0 a 5 anos são:
- aceleração do desenvolvimento cognitivo e antecipação da relativização nos nomes;
- componentes da língua são adquiridos precocemente: fonológico, morfológico, sintático;
- tradução ocorre em idade tenra;
- conteúdos de enunciados são percebidos com mais atenção;
- maior consciência da percepção linguística;
- mesma sequencia de etapas e ritmos para aquisição da linguagem
Breve Histórico e abrangência da Psicolinguística
ÚLTIMOS 50 ANOS – mente e linguagem – se tornaram foco especial de pesquisas
Importância da linguagem – através da linguagem ampliamos o conhecimento sobre o mundo e de nós mesmos.
PSICOLINGUISTICA – lida com a linguagem, tem conexões com a linguística, com a neuropsicologia e com as ciências cognitivas
PERCURSO HISTÓRICO
Anos 50 – século XX – surge da necessidade de se oferecem bases e explicações teóricas para várias tarefas práticas que a linguística não conseguia dar conta.
Quatro Principais Períodos:
1º. FORMAÇÃO – influencia da psicologia comportamental (behaviorista) e linguística estruturalista
2º. LINGUÍSTICO – gramática gerativa (Chomsky)
3º. COGNITIVO – forte atenção à semântica, estudo de falantes reais em contextos reais, pouca teorização formal
4º. ATUAL – assume caráter interdisciplinar, reunindo diferentes tendências teóricas que colocam a psicolinguística em um amplo âmbito de pesquisas sobre a natureza do conhecimento.
“ a psicolinguistica como ciência estuda um amplo leque de problemas relacionados com os mecanismos humanos de aquisição e uso da linguagem, com as estratégias e os elementos fundamentais universais...” (GODOY, p.19)
Problemas que se constituem objetos da Psicolinguistica:
- diferenças de percepção e compreensão entre a fala oral e a escrita
- papel do contexto no processamento da fala
- processos de obtenção dos vários tipos de conhecimento
- níveis de representação do discurso na memória
- construção de modelos mentais e conteúdo textual
- processamento do discurso
- aquisição da linguagem e das línguas particulares por crianças e adultos
- aquisição da leitura
- produção da fala nos mais diferentes níveis de sua geração
- problemas neuropsicológicos da linguagem
Importância da linguagem – através da linguagem ampliamos o conhecimento sobre o mundo e de nós mesmos.
PSICOLINGUISTICA – lida com a linguagem, tem conexões com a linguística, com a neuropsicologia e com as ciências cognitivas
PERCURSO HISTÓRICO
Anos 50 – século XX – surge da necessidade de se oferecem bases e explicações teóricas para várias tarefas práticas que a linguística não conseguia dar conta.
Quatro Principais Períodos:
1º. FORMAÇÃO – influencia da psicologia comportamental (behaviorista) e linguística estruturalista
2º. LINGUÍSTICO – gramática gerativa (Chomsky)
3º. COGNITIVO – forte atenção à semântica, estudo de falantes reais em contextos reais, pouca teorização formal
4º. ATUAL – assume caráter interdisciplinar, reunindo diferentes tendências teóricas que colocam a psicolinguística em um amplo âmbito de pesquisas sobre a natureza do conhecimento.
“ a psicolinguistica como ciência estuda um amplo leque de problemas relacionados com os mecanismos humanos de aquisição e uso da linguagem, com as estratégias e os elementos fundamentais universais...” (GODOY, p.19)
Problemas que se constituem objetos da Psicolinguistica:
- diferenças de percepção e compreensão entre a fala oral e a escrita
- papel do contexto no processamento da fala
- processos de obtenção dos vários tipos de conhecimento
- níveis de representação do discurso na memória
- construção de modelos mentais e conteúdo textual
- processamento do discurso
- aquisição da linguagem e das línguas particulares por crianças e adultos
- aquisição da leitura
- produção da fala nos mais diferentes níveis de sua geração
- problemas neuropsicológicos da linguagem
sábado, 10 de março de 2012
A FORMAÇÃO DE BONS LEITORES
Embora o processo de ensino/aprendizagem ocorra em um espaço coletivo, as formas de apropriação e compreensão dos conceitos e dos conteúdos por parte do educando ocorre de forma individual, particular e exclusiva pois cada sujeito acionará as informações armazenadas em sua memória de trabalho para elaborar uma compreensão sobre o que foi lido e estudado. É na memória de trabalho (memória operativa) que o sujeito armazena quantidades significativas de informações que o permitem chegar a diferentes associações, tornando possível, até mesmo a compreensão de palavras que não estão associadas ao seu sentido original.
Para ser um bom leitor é necessário ter um amplo referencial simbólico na memória de trabalho, tornando possível a realização de escolhas que permitem uma aproximação do significado de palavras, frases e orações. Mas, nem todos podem ser considerados bons leitores e isso se deve, em partes, a falta de referenciais simbólicos na memória de trabalho. Portanto, ao conhecer os mecanismos de funcionamento da linguagem e dos sistemas de interpretação, o professor passa a ter uma visão mais ampla do processo de ensino/aprendizagem, principalmente passa a ter a percepção de que cada sujeito é único no espaço coletivo da aula.
Para ser um bom leitor é necessário ter um amplo referencial simbólico na memória de trabalho, tornando possível a realização de escolhas que permitem uma aproximação do significado de palavras, frases e orações. Mas, nem todos podem ser considerados bons leitores e isso se deve, em partes, a falta de referenciais simbólicos na memória de trabalho. Portanto, ao conhecer os mecanismos de funcionamento da linguagem e dos sistemas de interpretação, o professor passa a ter uma visão mais ampla do processo de ensino/aprendizagem, principalmente passa a ter a percepção de que cada sujeito é único no espaço coletivo da aula.
PSICOMITRICIDADE E APRENDIZAGEM - Uma reflexão
Desde o nascimento, a motricidade está presente no desenvolvimento da criança, na percepção de seus espaços e no aprendizado do domínio de seu próprio corpo. Portanto, com base nas leituras realizadas, é possível afirmar que os elementos básicos da psicomotricidade (lateralidade, estruturação espacial, orientação temporal e espacial) constituem a base do processo de desenvolvimento intelectivo e da aprendizagem da criança. Quando o desenvolvimento psicomotor não é devidamente estimulado podem ocorrer falhas que afetarão de forma determinante a aquisição da linguagem verbal e escrita, o pensamento abstrato, a análise gramatical, a interpretação e leitura de gráficos e mapas, entre outros aspectos da aprendizagem.
Embora estejamos mergulhados na sociedade do conhecimento, predomina na Escola o caráter mecanicista que não leva em consideração a importância da Psicomotricidade para todos os níveis de formação de crianças e adolescentes (da Educação Infantil ao Ensino Médio). Os currículos escolares estimulam o rápido desenvolvimento intelectual, desconsiderando o significado das atividades motora.Muitas vezes, preocupados em ensinar a ler, escrever e contar cumprindo cronogramas de trabalho que lhes são impostos, os professores acabam por rotular alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem exatamente por estarem privados dos estímulos psicomotores adequados a sua faixa etária.
Como afirma o professor Vitor da Fonseca, a psicomotricidade “é portanto compreendida como suporte das funções mentais próprias e exclusivas do ser humano, donde emana a sua identidade singular e plural em muitos aspectos do seu desenvolvimento, da sua adaptabilida de, da sua aprendizagem e da sua socialização.” (FONSECA, 2008,p.6)
Embora estejamos mergulhados na sociedade do conhecimento, predomina na Escola o caráter mecanicista que não leva em consideração a importância da Psicomotricidade para todos os níveis de formação de crianças e adolescentes (da Educação Infantil ao Ensino Médio). Os currículos escolares estimulam o rápido desenvolvimento intelectual, desconsiderando o significado das atividades motora.Muitas vezes, preocupados em ensinar a ler, escrever e contar cumprindo cronogramas de trabalho que lhes são impostos, os professores acabam por rotular alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem exatamente por estarem privados dos estímulos psicomotores adequados a sua faixa etária.
Como afirma o professor Vitor da Fonseca, a psicomotricidade “é portanto compreendida como suporte das funções mentais próprias e exclusivas do ser humano, donde emana a sua identidade singular e plural em muitos aspectos do seu desenvolvimento, da sua adaptabilida de, da sua aprendizagem e da sua socialização.” (FONSECA, 2008,p.6)
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Retomando os estudos
Ano novo. Vida nova. Novos estudos e pesquisas iniciados.
A partir deste mês e durante os próximos, navegarei pelos mares desconhecidos da Psicolinguistica e da Psicomotricidade. Temas que embora não sejam desconhecidos, ainda não foram profundamente estudados.
No momento estou lendo 2 artigos e 3 livros. Nos próximos postes pretendo destacar alguns conceitos centrais.
Muito trabalho me aguarda. Novos desafios são sempre bem-vindos.
A partir deste mês e durante os próximos, navegarei pelos mares desconhecidos da Psicolinguistica e da Psicomotricidade. Temas que embora não sejam desconhecidos, ainda não foram profundamente estudados.
No momento estou lendo 2 artigos e 3 livros. Nos próximos postes pretendo destacar alguns conceitos centrais.
Muito trabalho me aguarda. Novos desafios são sempre bem-vindos.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
VIDEO AULA 28 - CAMPANHA GLOBAL EPILEPSIA FORA DAS SOMBRAS
A Campanha Global Epilepsia Fora das Sombras – é uma iniciativa de diferentes instituições internacionais a partir de 1997, que chegou ao Brasil a partir de 2001.
Sua relevância reside no fato de que cerca de 60 milhões de pessoas no globo tem algum tipo de epilepsia.
"Na esperança de retirar os pacientes com epilepsia da escuridão, Li Li Min ajuda a divulgar, no Brasil, a campanha Epilepsia Fora das Sombras, uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com a Liga Internacional contra a Epilepsia e o Escritório Internacional para Epilepsia. O objetivo é melhorar a aceitação, o diagnóstico, o tratamento e os serviços de prevenção contra a epilepsia em todo o mundo. Tanto que a campanha já conseguiu promover o dia 9 de setembro como dia nacional de conscientização da epilepsia."
ASPE – ONG que desenvolveu a campanha no Brasil =
Os resultados foram muito importante para a formulação de políticas publicas no Brasil e servindo de modelo para outros países.
As pessoas em classes econômicas menos favoráveis tem uma freqüência de epilepsia maior – e pessoas acima de 59 anos tem incidências de epilepsia maiores.
È importante capacitar profissionais da área de educação e da área de saúde para diminuir as taxas de epilepsia não tratadas. Talvez o sistema de saúde não esteja preparado para atender os pacientes com epilepsia.
As informações são importante para que a pessoa informada possa tomar decisões baseadas em fatos reais e não apenas em mitos e crenças.
Com as informações circulando na sociedade é possível atender os pacientes com epilepsia nas UBSs, sem a necessidade encaminhar todos os pacientes para especialistas. È fundamental que o governo se coloque a disposição para colocar a experiência de São Paulo para todo o Brasil.
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Sua relevância reside no fato de que cerca de 60 milhões de pessoas no globo tem algum tipo de epilepsia.
"Na esperança de retirar os pacientes com epilepsia da escuridão, Li Li Min ajuda a divulgar, no Brasil, a campanha Epilepsia Fora das Sombras, uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com a Liga Internacional contra a Epilepsia e o Escritório Internacional para Epilepsia. O objetivo é melhorar a aceitação, o diagnóstico, o tratamento e os serviços de prevenção contra a epilepsia em todo o mundo. Tanto que a campanha já conseguiu promover o dia 9 de setembro como dia nacional de conscientização da epilepsia."
ASPE – ONG que desenvolveu a campanha no Brasil =
Os resultados foram muito importante para a formulação de políticas publicas no Brasil e servindo de modelo para outros países.
As pessoas em classes econômicas menos favoráveis tem uma freqüência de epilepsia maior – e pessoas acima de 59 anos tem incidências de epilepsia maiores.
È importante capacitar profissionais da área de educação e da área de saúde para diminuir as taxas de epilepsia não tratadas. Talvez o sistema de saúde não esteja preparado para atender os pacientes com epilepsia.
As informações são importante para que a pessoa informada possa tomar decisões baseadas em fatos reais e não apenas em mitos e crenças.
Com as informações circulando na sociedade é possível atender os pacientes com epilepsia nas UBSs, sem a necessidade encaminhar todos os pacientes para especialistas. È fundamental que o governo se coloque a disposição para colocar a experiência de São Paulo para todo o Brasil.
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VIDEO AULA 27 - INTERAÇÃO SOCIAL: FAMILIA E SOCIEDADE
Um dado já bastante explorado em aula anteriores é que a Epilepsia afeta as relações familiares. Portanto a participação da família em atividades sociais é essencial, principalmente em atividades de formação e multiplicação de informações no ambiente escolar a família deve particpar de todo o processo.
O mais importante QUE AS PESSOAS FALEM MAIS SOBRE EPILEPSIA.
Alguns passos importantes:
PASSO 1 – INFORMAÇÕEOS GERAIS (REUNIÕES )
Passo 2 – ACOLHIMENTO DO GRUPO
PASSO 3 – APRESENTAÇÃO DO TEMA
Colocar as questões básicas da epilepsia e ampliar através de discussões e fóruns permanentes onde as pessoas com epilepsia se tornem ouvidas.
O mais importante QUE AS PESSOAS FALEM MAIS SOBRE EPILEPSIA.
Alguns passos importantes:
PASSO 1 – INFORMAÇÕEOS GERAIS (REUNIÕES )
Passo 2 – ACOLHIMENTO DO GRUPO
PASSO 3 – APRESENTAÇÃO DO TEMA
Colocar as questões básicas da epilepsia e ampliar através de discussões e fóruns permanentes onde as pessoas com epilepsia se tornem ouvidas.
VIDEO AULA 26 - A VALORIZAÇÃO DA CULTURA CORPORAL DA COMUNIDADE NO CURRICULO ESCOLAR
Professor Edson apresenta a Experiencia de uma escola na zona norte, Localizada no bairro do Tremembé, -ocalizada numa área de risco – vulnerabilidade de jovens´.
Escola que recebe a comunidade de infraestrutura defasada
Foi percebido:
Que os alunos tinham dificuldade de se colocar
Havia estigmas e distorção na identidade – muitos são filhos de descentes afro indígenas
O que fazer?
Criar caminhos para garantir à comunidade, a formação da autonomia dos aluos
Ação Ubatuquere -= estabelecer a dialogicidade e dar um passo para a melhor qualidade de vida
Promover a arte como mediadora do multiculturalismo – a arte e suas múltiplas linguagens seria capaz de amenizar os estigmas.
Acontecer em várias frentes:
1. Cursos de formação
2. Oficianas de dança
3. Oficinas de oralidade – canto-= artesanato
4. A ação acontece através de fóruns e encontros com a comunidade
Trilhas culturais – OS GAROTOS VIVENCIAVAM OUTROS ESPAÇOS DA CIDADE, ampliam o seu olhar e interagem com diferentes expressões culturais
Escola que recebe a comunidade de infraestrutura defasada
Foi percebido:
Que os alunos tinham dificuldade de se colocar
Havia estigmas e distorção na identidade – muitos são filhos de descentes afro indígenas
O que fazer?
Criar caminhos para garantir à comunidade, a formação da autonomia dos aluos
Ação Ubatuquere -= estabelecer a dialogicidade e dar um passo para a melhor qualidade de vida
Promover a arte como mediadora do multiculturalismo – a arte e suas múltiplas linguagens seria capaz de amenizar os estigmas.
Acontecer em várias frentes:
1. Cursos de formação
2. Oficianas de dança
3. Oficinas de oralidade – canto-= artesanato
4. A ação acontece através de fóruns e encontros com a comunidade
Trilhas culturais – OS GAROTOS VIVENCIAVAM OUTROS ESPAÇOS DA CIDADE, ampliam o seu olhar e interagem com diferentes expressões culturais
VIDEO AULA 25 - RELAÇÕES COM A COMUNIDADE E A POTENCIA DO TRABALHO EM REDE
Professora Patricia Junqueira
O contexto da Contemporaneidade:
- A realidade é multifacetada e afeta as relações entre os sujeitos
- A contemporaneidade é um tempo de paradoxos –
- Final do século XX – ritmos acelerados – novas descobertas e tecnologias
Tensões:
Cultura rede X cultural local
Tradição X Modernidade
Competição X Igualdade de oportunidades
Escola como pólo de irradiação
A importância do Trabalho em rede:
Potencializar os recursos da comunidade
Fortalecer as implicações dos diferentes atores de uma comunidade
Problematizar as questões emergentes da comunidade coletivamente
Identificar estratégias de enfrentamento compartilhadas
O contexto da Contemporaneidade:
- A realidade é multifacetada e afeta as relações entre os sujeitos
- A contemporaneidade é um tempo de paradoxos –
- Final do século XX – ritmos acelerados – novas descobertas e tecnologias
Tensões:
Cultura rede X cultural local
Tradição X Modernidade
Competição X Igualdade de oportunidades
Escola como pólo de irradiação
A importância do Trabalho em rede:
Potencializar os recursos da comunidade
Fortalecer as implicações dos diferentes atores de uma comunidade
Problematizar as questões emergentes da comunidade coletivamente
Identificar estratégias de enfrentamento compartilhadas
VIDEO AULA 24 - PAPEL DAS ONGS E ASSOCIAÇÕES NA EPILEPSIA
As ONGs existem devido a necessidade de suprir uma ausência do governo.A parte do governo não é o suficiente para levar o apoio necessário ao enfrentamento dos problemas cotidianos.
A atividade das ONGs promove a articulação com a sociedade/ promove um movimento nacional
Exemplos:
Semana nacional de Conscientização da Epilepsia
Encontros nacionais de associações e grupos de pacientes com epilepsia
PROJETO 1000 lideres – da pastoral da saúde
PROJETO CONEXÃO – visa ampliar a rede social
ONGs. são fundamentais para aumentar a resiliencia dos pacientes – dar voz ao paciente, tirando-os das margens, tirando-os das sombras.
Neste sentido, as redes sociais possuem um papel fundamental e podem contribuir para o fim do silêncio sobre a epilepsia.
A atividade das ONGs promove a articulação com a sociedade/ promove um movimento nacional
Exemplos:
Semana nacional de Conscientização da Epilepsia
Encontros nacionais de associações e grupos de pacientes com epilepsia
PROJETO 1000 lideres – da pastoral da saúde
PROJETO CONEXÃO – visa ampliar a rede social
ONGs. são fundamentais para aumentar a resiliencia dos pacientes – dar voz ao paciente, tirando-os das margens, tirando-os das sombras.
Neste sentido, as redes sociais possuem um papel fundamental e podem contribuir para o fim do silêncio sobre a epilepsia.
VIDEO AULA 23 - EPILEPSIA E ESTIGMA
O que significa estigma – conceito estuddao a muitos anos e aparece associado a doenças, condições médicas, condições sexuais e sociais.
Para GOFFMAN – 1963 – estigma faz referencia a um atributo depreciativo, fraqueza ou desvantagem.
Vários estudos mostram que existem diferente tipos de estigma:
Anormalidades do corpo
Culpas de caráter individual
Raça
Religião
Em 2001 os estigmas foram ampliados e passaram a abranger comportamentos, anormalidade estruturais e funcionais, Doenças.
Existem dois tipos principais de estigma, o Visível e o Invisível
No caso da epilepsia o estigma é invisível até o momento da crise, no momento da crise o estigma passa a ser visível.
Será que a pessoa que tem epilepsia deve falar pra todo mundo que tem epilepsia? Isso só contribuir para tornar o estigma visível.
Existem 5 processos sociais
1o. Distinção das diferenças
A partir do rótulo as pessoas começam a perceber também que são diferentes.
As pessoas rotuladas são separadas das outras
As pessoas rotuladas passam a sentir a estigmatização.
Força do estigma
2º. MODELOS
1ª. Dimensão : natureza da condição
2º. Fontes de estigma
3º. Tratamento da condição
4º. Estratégias de enfrentamento
5º. Natureza das pessoas
EPILEPSIA – como de dá o estigma?Condição associada com conseqüências psico sociais -
Epilepsia significa ser possuído, ser invadido.
Isso contribuiu para criação de crenças que se enraizaram no imaginário social.
O rótulo de EPILETICO – esconde a pessoa.
Fatores de origem do estigma – até 1980 pessoas com epilepsia eram proibidas de casar
Existe dois modelos para explicar a epilepsia
Modelo médico – os estigma é Maior qunto maior for as crises
Modelo psicossocial – as caracterisitaicas idnividivuais e o suporte vai afetar o estigma sentido pelo paciente
ESTIGMA REAL E O ESTIGMA PERCEBIDO
O real é quando existe uma relação real
O percebido é quando a pessoa sente
Tem um efeito negativo e acontece em todos os países do mundo – é um fato real e um fato global
EPILETIcou OU PESSOA COM EPILEPSIA
Existe diferença – pessoa com epilepsia reforça a noção de pessoa, e não o rótulo
Para GOFFMAN – 1963 – estigma faz referencia a um atributo depreciativo, fraqueza ou desvantagem.
Vários estudos mostram que existem diferente tipos de estigma:
Anormalidades do corpo
Culpas de caráter individual
Raça
Religião
Em 2001 os estigmas foram ampliados e passaram a abranger comportamentos, anormalidade estruturais e funcionais, Doenças.
Existem dois tipos principais de estigma, o Visível e o Invisível
No caso da epilepsia o estigma é invisível até o momento da crise, no momento da crise o estigma passa a ser visível.
Será que a pessoa que tem epilepsia deve falar pra todo mundo que tem epilepsia? Isso só contribuir para tornar o estigma visível.
Existem 5 processos sociais
1o. Distinção das diferenças
A partir do rótulo as pessoas começam a perceber também que são diferentes.
As pessoas rotuladas são separadas das outras
As pessoas rotuladas passam a sentir a estigmatização.
Força do estigma
2º. MODELOS
1ª. Dimensão : natureza da condição
2º. Fontes de estigma
3º. Tratamento da condição
4º. Estratégias de enfrentamento
5º. Natureza das pessoas
EPILEPSIA – como de dá o estigma?Condição associada com conseqüências psico sociais -
Epilepsia significa ser possuído, ser invadido.
Isso contribuiu para criação de crenças que se enraizaram no imaginário social.
O rótulo de EPILETICO – esconde a pessoa.
Fatores de origem do estigma – até 1980 pessoas com epilepsia eram proibidas de casar
Existe dois modelos para explicar a epilepsia
Modelo médico – os estigma é Maior qunto maior for as crises
Modelo psicossocial – as caracterisitaicas idnividivuais e o suporte vai afetar o estigma sentido pelo paciente
ESTIGMA REAL E O ESTIGMA PERCEBIDO
O real é quando existe uma relação real
O percebido é quando a pessoa sente
Tem um efeito negativo e acontece em todos os países do mundo – é um fato real e um fato global
EPILETIcou OU PESSOA COM EPILEPSIA
Existe diferença – pessoa com epilepsia reforça a noção de pessoa, e não o rótulo
VIDEO AULA 22 - LAZER, JUVENTUDE E ESPORTE
O lazer do jovem deve ser compreendido em seu caráter de multiplicidade para que sua cultura seja percebida, compreendida e aceita na fluidez que marca sua rápida transformação.
O vídeo abaixo resume alguns aspectos da cultural juvenil, principalmente a relação entre o lazer e o esporte.
O vídeo abaixo resume alguns aspectos da cultural juvenil, principalmente a relação entre o lazer e o esporte.
VIDEO AULA 21 - LAZER, CULTURA E ELEMENTOS COMUNITÁRIOS
Prof. Ricardo Uvinha
Objetivo da aula: analisar a importância do lazer como esfera social e sua relação com a comunidade.
Antes da problematização, o professor conceitua LAZER.
O que é lazer? - o Lazer depende da cultura e de um grau de subjetividade
CONCEITO DE LAZER –
HENDERSON – 3 abordagens:
Tempo – desobrigado das obrigações
Atividade – também qualifica o lazer
Estado da mente – o envolvimento
AUTOR – JOFRE DUMAZEDIER
Ocupações que o individuo se entrega por livre cvontade, isso ocorre qdo vc se afasta de qq obrigada.
3 DIMENSÕES – descanso/ divertimento e desenvolvimento
A DIMENSÃO DO DIVERTIMENTO E DO DESENVOLVIMENTO É FUNDAMENTAL PARA SENSIBILIZAR A COMUNIDADE
Conteúdos propostos pelo autor:
- Artísticos – atividades que se vinculam a um caráter simbólico ligado a sentimentos, beleza
- Intelectuais – conhecimentos vividos, informações objetivas e racionais – participação em leituras, jogos, cursos
- Manuais – capacidade de manipulação no tempo livre, artesanato, relação direta com cuidados com a natureza
- Sociais – buscam o contato com o grupo, bares, bailes, associações
- Fisicos/desportivos – atividades que predominam o movimentos
- Turísticos – a quebra da rotina de tempo e espaço, viagens, passeios
Elementos que podem ser associados a divertimento e desenvolvimento.
O lazer e as várias atividades não se colocam de forma estanque eou dicotômica, é possível encontrar os vários elementos em dialogo.
Tipologia de equipamentos
Não específicos – o lar, as rua, as escolas – não foram construídos de forma original ao lazer.
Ruas de lazer que são cada vez mais presentes na realide urbana.
Escola pode receber uma série de atividades para o lazer da comunidade.
Lar – de forma original como espaço para moradia
ESPECÍFICOS – construídos para a finalidade de lazer
Todos os conteúdos culturais do lazer definem os equipamentos específicos do lazer –
Seguem um elenco de sistematização.
VIDEO AULA 20 - COMO LIDAR COM LIMITAÇÕES: ELAS EXISTEM?
Nesta aula, o Prof. Li Li Min apresenta uma série de perguntas e respostas sobre as pessoas com epilepsia e suas possibilidades:
1. PESSOA COM EPILEPSIA PODE PRATICAR ESPORTES?
Sim – o esporte propicia aspectos positivos e ajuda a reduzir a freqüência de crise das pessoas. Além disso é um importante meio de interação social,.
Mas nem todos os esportes são recomendáveis: alpinismo, mergulho submarino (alto risco)
Pessoas com crises não controladas evitar esportes de alto risco
2. PESSOA COM EPILEPSIA PODE DIRIGIR?
A legislação prevê que é possível obter a habilitação. De maneira geral a partir de dois anos sem crise, a pessoa pode requerer sua habilitação.
Pessoas com crises não controladas não podem ter carteira de habilitação.
3. PESSOA COM EPILEPSIA PODE CASAR?
No Reino Unido as pessoas eram proibidas de casar. Não há nada para impedir o casamento.
4. PESSOA COM EPILEPSIA PODE TER FILHOS?
Não há impedimentos para que a pessoa tenha filhos, para uma mulher com gravidez planejada não há problemas.
Os filhos de mães que tem epilepsia tem uma chance um pouco maior de ter epilepsia, mas a maioria dos filhos de mães com epilepsia não tem.
5. PESSOA COM EPILEPSIA PODE TRABALHAR?
No mundo todo é uma questão bastante discutida. Se for uma atividade que não há impedimentos, não há a necessidade de falar ao empregador.
Os pacientes com epilepsia podem e devem trabalhar.
6. PESSOA COM EPILEPSIA PODE TER BOA QUALIDADE DE VIDA?
Pode ter uma boa qualidade de vida desde que consiga enfrentar todas as questões de maneira adequeda com acolhimento da fmilia
7. PESSOA COM EPILEPSIA PODE ESTUDAR?
Deve estudar. Não há impedimentos, é importante inserir os alunos em sala de aula.
Mas importante é não focar nas limitações. Existem inúmeras possibilidades e oportunidades,mais amplas que as limitações.
De forma geral, a grande ancora que dá sustenção as limitações é a desinformação e o preconceito.
VIDEO AULA 19 - CIDADANIA
Professora: Paula Fernandes
A aula é norteada por duas questões:
O que é cidadania?
Como construir juntos o processo de cidadania na epilepsia?
A Cidadania não é algo acabado e fechado em si mesmo, é um processo sempre em construção e pautado no exercício de direitos e deveres, assumido pelos sujeitos e pelo Estado para atingir uma sociedade justa e igualitária.
Para que a cidadania aconteça é necessário um processo individual e um processo coletivo.
Enquanto processo individual, o sujeito deve buscar o reconhecimento dos direitos civis, políticos e sociais e sua colocação em prática dentro de um quadro legal e histórico.
Ser cidadão é viver a plena posse dos direitos e cumprir os deveres. O cidadão usufrui dos bens e dos serviços, participa de forma liver, consciente e autônoma de todas as decisões do pais.
O que significa CIDADANIA na EPILEPSIA?
Para responder, é necessário considerar quatro aspectos:
1o. ACESSO AO CONHECIMENTO - ter esclarecimento sobre os direitos e os deveres, ter acesso às estratégias que podem ser usadas para mudar o cenário de silêncio e negação.
2o. TOMADA DE DECISÃO INDIVIDUAL - é preciso se fazer sujeito da História e ter atitudes que viabilizem a competência humana para fazer-se sujeito.
3o. TOMADA DE DECISÃO COLETIVA - a partir da consciência individual, o sujeito organizo pessoas que tem interesses em comum, promove a mobilização de pessoas para exercer: cooperação, parceria, ousadia de busca para buscar coisas novas, comunicação constante,
4o. DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES - via associações, grupos de trabalho, escola, grupos de trabalho – ter uma direção única em busca de uma sociedade igualitária e justa.
As leis para epilepsia podem existir, mas a cidadania plena só vai acontecer quando for garantido igual tratamento para todos os cidadãos, construindo uma sociedade mais justa e tolerante às diferenças.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
VÍDEO AULA 18 - A VALORIZAÇÃO DA CULTURA CORPORAL DA COMUNIDADE ESCOLAR NO CURRICULO
Prof. Marcos Neira
Concepção de cultura para os Estudos Culturais – cultura é compreendida como um campo de lutas simbólicas.
Neste contexto, Cultura Corporal é toda produção simbólica que envolve as práticas corporais. Portanto é cum um conceito bem amplo – conjunto de conhecimentos que envolve as danças, as brincadeiras, os esportes.
Todos os grupos culturais possuem uma parte da cultura que se refere as culturas corporais e cada grupo atribui significados particulares às práticas corporais.
Na perspectiva cultural movimento é uma coisa, gesto é outra. Todos os movimentos corporais produzem textos carregados de sentido próprio e determinado pelas interpretações e compreensões do grupo.
Cada prática corporal tem um significado, sendo necessário compreender que ainda se vive em uma sociedade onde há resistência às práticas corporais não legitimadas. O professor destaca que:
- EVITAR O DALTONISMO CULTURAL – A ESCOLA PRECISA RECONHECER O ARCO IRIS DE CULTURAS, para que as experiências pedagógicas sejam capazes de valorizar as diferenças.
- ANCORAGEM SOCIAL DOS CONTEÚDOS – A CULTURA CORPORALÉ UM PATRIMONIO e não pode ser desconsiderada ou suprimida por práticas que são consideradas mais legitimas.
- ORGANIZAR A ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
- MAPEAR A CULTURAL CORPORAL identificando quais são as experiências corporais dos diferentes grupos
- RESSIGNIFICAÇÃO DAS PRÁTICAS CORPORAIS – levar as práticas para dentro da escola, problematizá-las para que sejam percebidas e ressignicadas
- APROFUNDAMENTO - conhecer a prática corporal e características do grupo que a produziu.
- AMPLIAÇÃO - para que sejam reconhecidas e valorizadas pela sociedade como um todo.
VIDEO AULA 17 - TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS: CURRICULO E CULTURA
Prof.: Marcos Neira
A relação didática é influenciada por três elementos que se interelacionam: globalização, contexto democrático e a sociedade multimídia.
No decorrer dos processos históricos, o papel social da escola foi se transformando. Em uma sociedade marcada pelo fluxo de informações, a aceleração da relação espaço/tempo e avanço da democratização, o OUTRO que era distante se tornou próximo e cotidiano exigindo uma adequação da escola e de seu curriculo para lidar com a nova realidade.
Para acompanhar as transformações sociais, o curriculo deixou de ser compreendido como um recorte da cultural legitimido pelos interesses das classes dominantes (Teoria Tradicional) para, no decorrer dos anos 80 (Teoria Crítica), ter seu conteúdo questionado a partir dos estudos da sociologia, investigando as relações de poder existentes nas formas de organização e aplicação do curriculo.
Ao longo dos processos de transformação social e da realidade escolar, os estudiosos chegaram a conclusão de que não são somente as relações de poder, enraizadas nas relações de classe, que precisam ser questionadas.
Para as Teoria Pós-Críticas, existem vários outros fatores que precisam ser problematizados quando o assunto é curricul, portanto é necessário incorporar às questões de classe várias outras questões: inclusão, gênero, sexualidade, entre outros. Portanto, o curriculo passa a ser compreendido como toda e qualquer ação proposta pela escola ou a partir dela: ao selecionar um filme, uma teoria, um conceito, é necessário questionar o lugar de onde ele vem e analisar as representações existentes no texto.
A relação didática é influenciada por três elementos que se interelacionam: globalização, contexto democrático e a sociedade multimídia.
No decorrer dos processos históricos, o papel social da escola foi se transformando. Em uma sociedade marcada pelo fluxo de informações, a aceleração da relação espaço/tempo e avanço da democratização, o OUTRO que era distante se tornou próximo e cotidiano exigindo uma adequação da escola e de seu curriculo para lidar com a nova realidade.
Para acompanhar as transformações sociais, o curriculo deixou de ser compreendido como um recorte da cultural legitimido pelos interesses das classes dominantes (Teoria Tradicional) para, no decorrer dos anos 80 (Teoria Crítica), ter seu conteúdo questionado a partir dos estudos da sociologia, investigando as relações de poder existentes nas formas de organização e aplicação do curriculo.
Ao longo dos processos de transformação social e da realidade escolar, os estudiosos chegaram a conclusão de que não são somente as relações de poder, enraizadas nas relações de classe, que precisam ser questionadas.
Para as Teoria Pós-Críticas, existem vários outros fatores que precisam ser problematizados quando o assunto é curricul, portanto é necessário incorporar às questões de classe várias outras questões: inclusão, gênero, sexualidade, entre outros. Portanto, o curriculo passa a ser compreendido como toda e qualquer ação proposta pela escola ou a partir dela: ao selecionar um filme, uma teoria, um conceito, é necessário questionar o lugar de onde ele vem e analisar as representações existentes no texto.
Assim como não existe neutralidade no discurso pedagógico, também não existe neutralidade nas práticas e escolhas. Em sua prática cotidiana, é fundamental que a escola pense as noções de cultural que atravessam a sociedade mais ampla, procurando desconstruir discursos enraizados e comprometidos o passado.
A escola contemporânea deve atua de acordo com a dinâmica das possibilidades, reconhecendo as diferentes noções de cultura:
C U L T U R A :
- como ato de cultivar ( Grécia Antiga)
- relacionada ao estado de espírito (França - séc.XVII)
- associada a razão ( Iluminismo - séc. XVIII)
- fator de identidade (Alemanha - séc. XIX)
- modo de produção de classe (Inglaterra - sec. XIX)
No século XX, os antropólogos problematizaram o conceito de cultural a partir de diferentes perspectivas teóricas:
EVOLUCIONISMO (TYLOR)
RELATIVISMO (BOAS)
FUNCIONALISTA (MALINOWSKI)
SISTEMICA (DURKHEIM)
INTERPRETATIVA (GEERTZ)
A partir da da segunda metade do século XX, anos 50, os estudos culturais passaram e compreender a cultural como um campo de lutas para validação de multiplos significados.
Portanto, CULTURA É UM CAMPO DE LUTAS SIMBÓLICAS QUE OCORREM POR 4 CAMINHOS
Incorporação
Distorção
Resistência
Negociação
Em uma sociedade marcada pelo multiculturalismo, a escola está comprometida com a mediação das lutas simbólicas através das práticas do curriculo.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
VIDEO-AULA 16 - LEIS E EPILEPSIA
De acordo com a Constituição de 88- artigo 186 – A SAÚDE É UM DIREITO DO CIDADÃO, sendo dever do Estado prover a saúde.
Quando o assunto é epilepsia, não existe uma lei específica no Brasil para garantir os direitos da pessoa com epilepsia, mas existem algumas leis locais e um projeto de lei do Senado:
PROJETO DE LEI DO SENADO no. 467/2003 - lupos e epilepsia sao respaldados por lei:concessao de auxilio doença e aposentadoria. porem para ter esse beneficio, é preciso comprovar que existem dificuldades para participar da sociedade.
09 de setembro de 2003 - Dia nacional e latino americano de Conscientização da Epilepsia - (alguns estados ja aderiram)
Abril de 2004 - Lei Distrito Federal - garante às pessoas com epilepsia o direito a todos os meios terapêuticos reconhecidos pelo Conselho Federal de Medicina - inclusive cirurgia nos casos indicados (mas a ênfase na medicação).
Curitiba - Lei contra discriminação social das pessoas com epilepsia
Góias - Lei de um salário mínimo
A professora destacou que o Brasil ainda precisa de uma portaria para todo o território nacional: contra o estigma, melhorando o atendimento e tratamentos das pessoas com epilepsia.
No Brasil já existem algumas leis que garantem os direitos à pessoas portadoras de deficiência, cabe uma pergunta: as pessoas com epilepsia entrariam nesta lista? É importante ressaltar que uma pessoa com epilepsia não é uma PPD (pessoa portadora de deficiência), o fim do estigma, o respeito e o reconhecimento de suas capacidades ultrapassa as esferas legais.
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